Sinto-me em meio a um tornado, um verdadeiro furacão formado por interrogações que me dilaceram, alem do que meu pobre coração pode suportar. Quanto falta pra acordar desse sonho feio e sem graça, não gosto desse tipo de coisa q minha mente faz; brincar de me fazer mal, me propondo sonhos que parecem realidade.
Eu não quero mais jogar, não mais =( também não quero descobrir que lá fora esta pior por que eu sei que assim as coisas serão mais difíceis. Como vai ser agora eu me pergunto, a estação esta cheia, lotada e as pessoas correm apressadas e eu continuo no mesmo banquinho vazio, assistindo as pessoas que correm de um lado para o outro apressadas em suas vidas corriqueiras, nem sei a que horas devo pegar o meu trem.
- Por que essas pessoas não tentam se sentar aqui um pouco? Por que não tentam ser?
Por que não tentam descobrir? Por quê? Por que há perguntas que – ninguém – nunca me trará? Isso me mata. Continuar aqui, não ficar esperando algo, mas saber que nunca houve, ficar tentando entender quando sei que nunca existira explicação, e que ninguém trará uma.
As pessoas nunca notam? Nunca se dão ao trabalho de entender? Ou de no mínimo tentar descobrir? Estão tão cegas em sua correria e se perdendo cada vez mais entre si que nem se quer conseguem notar que ainda existe tempo pra tudo. E que o trem sempre estará a disposição para o embarque, ali, sempre a qualquer hora. Não sei quanto tempo mais terei que esperar, para que eu possa encontrar algum significado na vida, para que alguém possa atravessar essa multidão cega e me traga entre seus dedos uma luz, uma esperança de que a vida ainda pode ser!