20 de mai. de 2009

Certezas.

Já esta bom, basta, (suspiro) me sento numa cadeira de madeira próxima dentro dessa pequena casa de barro sem moves com uma janela que ilumina o chão.

- Ok, eu penso, - acabou - chorando apertando as próprias mãos sobre o colo, assistindo serem lavadas pelas lagrimas intermináveis.

- Chiii, eu tento acalmar a mim mesmo, acabo de entender que o problema não esta lá e sim aqui, aqui! Despertar é só o que eu preciso agora, tentar entender não vai levar a nada.

Quem, quem sou eu para estar triste ou me sentir mal amado? Diante de minha família e sorte, diante de meus amigos e minha casa?
Quem, quem sou eu para me sentir sem vida? Quem sou eu para me sentir esgotado diante de minha saúde e meu dinheiro? E onde, aonde eu vou para me sentir bem?
Por que eu ainda procuro externamente? Quando está claro que isso não funcionará.
E por que, por que eu me sinto tão ingrato? Eu que estou muito além de apenas sobreviver, eu que vejo a vida como uma ostra. E como, como ouso descansar em minha glória? Como ouso ignorar uma mão estendida?
É minha virtude continuar quando não sou capaz?
E é meu trabalho ser extraordinariamente preocupado com os outros?
Minha generosidade me desabilitou por esse meu senso de tarefa a oferecer
Quem, quem sou eu para estar triste?

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