20 de mai. de 2009

Certezas.

Já esta bom, basta, (suspiro) me sento numa cadeira de madeira próxima dentro dessa pequena casa de barro sem moves com uma janela que ilumina o chão.

- Ok, eu penso, - acabou - chorando apertando as próprias mãos sobre o colo, assistindo serem lavadas pelas lagrimas intermináveis.

- Chiii, eu tento acalmar a mim mesmo, acabo de entender que o problema não esta lá e sim aqui, aqui! Despertar é só o que eu preciso agora, tentar entender não vai levar a nada.

Quem, quem sou eu para estar triste ou me sentir mal amado? Diante de minha família e sorte, diante de meus amigos e minha casa?
Quem, quem sou eu para me sentir sem vida? Quem sou eu para me sentir esgotado diante de minha saúde e meu dinheiro? E onde, aonde eu vou para me sentir bem?
Por que eu ainda procuro externamente? Quando está claro que isso não funcionará.
E por que, por que eu me sinto tão ingrato? Eu que estou muito além de apenas sobreviver, eu que vejo a vida como uma ostra. E como, como ouso descansar em minha glória? Como ouso ignorar uma mão estendida?
É minha virtude continuar quando não sou capaz?
E é meu trabalho ser extraordinariamente preocupado com os outros?
Minha generosidade me desabilitou por esse meu senso de tarefa a oferecer
Quem, quem sou eu para estar triste?

Malu.

Te amo filha, ainda que você exista só para mim ='( Malu.

14 de mai. de 2009

.?!

Sinto-me em meio a um tornado, um verdadeiro furacão formado por interrogações que me dilaceram, alem do que meu pobre coração pode suportar. Quanto falta pra acordar desse sonho feio e sem graça, não gosto desse tipo de coisa q minha mente faz; brincar de me fazer mal, me propondo sonhos que parecem realidade.

Eu não quero mais jogar, não mais =( também não quero descobrir que lá fora esta pior por que eu sei que assim as coisas serão mais difíceis. Como vai ser agora eu me pergunto, a estação esta cheia, lotada e as pessoas correm apressadas e eu continuo no mesmo banquinho vazio, assistindo as pessoas que correm de um lado para o outro apressadas em suas vidas corriqueiras, nem sei a que horas devo pegar o meu trem.

- Por que essas pessoas não tentam se sentar aqui um pouco? Por que não tentam ser?

Por que não tentam descobrir? Por quê? Por que há perguntas que – ninguém – nunca me trará? Isso me mata. Continuar aqui, não ficar esperando algo, mas saber que nunca houve, ficar tentando entender quando sei que nunca existira explicação, e que ninguém trará uma.

As pessoas nunca notam? Nunca se dão ao trabalho de entender? Ou de no mínimo tentar descobrir? Estão tão cegas em sua correria e se perdendo cada vez mais entre si que nem se quer conseguem notar que ainda existe tempo pra tudo. E que o trem sempre estará a disposição para o embarque, ali, sempre a qualquer hora. Não sei quanto tempo mais terei que esperar, para que eu possa encontrar algum significado na vida, para que alguém possa atravessar essa multidão cega e me traga entre seus dedos uma luz, uma esperança de que a vida ainda pode ser!